
Numeração de Gravuras
Normalmente deixa-se uma margem em torno da mancha de impressão. A medida pode variar, mas em média é de 5 cm. A assinatura do artista é sempre feita a lápis, nessa margem, fora da mancha de impressão, em baixo e do lado direito do papel.
O Título do trabalho fica também na margem inferior, centralizado.
Na margem, no lado esquerdo, em baixo fica a numeração. Se forem, por exemplo, cem gravuras, a primeira recebe a inscrição 1/100, a segunda, 2/100 e assim por diante até 100/100. A quantidade de gravuras impressas é definida pelo artista. É uma questão de ética com o comprador/colecionador que essa numeração seja respeitada. No caso de uma tiragem posterior a edição original, esta deve ter a indicação de série B ou II (dois em romano)
A impressão feita durante a elaboração do projeto e das provas de cor, dá-se o nome de Prova de Estado, e escreve-se P.E. no lugar da numeração. São gravuras quase finalizadas, mas com algumas diferenças da tiragem final, ou então impressões que mostram as etapas passo a passo da colocação das cores. As P.E.s são o registro do processo de criação.
Nas Provas do Artista escreve-se P.A. Normalmente são feitas em quantidade de 10% do total da tiragem.
P.I. é a Prova do Impressor. Se não foi o artista que imprimiu e sim um impressor de gravuras, este recebe uma cópia do trabalho. Algumas vezes, o impressor é convidado a assinar todas as cópias da edição, como se fosse um “co-autor” da obra.
H.C. significa “Hors Commerce”, ou fora de comércio. Geralmente são feitas em pequena quantidade, para brinde. Não podem ser vendidas.
H.S. é “Hors Serie” ou F/N (fora de numeração). Reprodução sem tiragem. Pode ser uma monotipia (cópia única ou 1/1).
Exemplo: (cópia 1 de uma edição de 50 cópias.)