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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vídeos sobre serigrafia

Estas são algumas vídeo aulas produzidas pelo professor Alexandre Ferreira. Visite o canal e se inscreva para receber notificação de novos vídeos clicando no link abaixo:



Impressão de serigrafia sobre papel com Evany Cardoso


Serigrafia em azulejo. Registro, impressão e limpeza de tela


Cálculo do tempo de exposição da tela.



Preparo da emulsão


Imprimindo sacolas na aula


Impressão sobre fundos escuros


Separação de cores para quadricromia


Criação de estampa fotolito artesanal








sexta-feira, 28 de julho de 2017

Criação de estampa em camiseta por Alexandre Ferreira

Veja o vídeo e acompanhe todas as etapas da criação de uma estampa em camisa usando a serigrafia. Uma dica para fundo escuro é usar um fora de contato que são pequenos pedaços de cartão grosso nas pontas em baixo da moldura criando um afastamento da tela com a camiseta. Berço duro de mdf e matriz com poliéster 62 fios mono. Impressão com três demãos em cada cor e tintas tipo MIX COBERTURA.





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A História da Camiseta


A HISTÓRIA DA CAMISETA




Antigüidade - Os romanos usavam uma túnica dupla, chamada camisia, que é a ancestral das nossas camisetas. Era sempre branca, feita quase sempre de linho. Era usada por baixo da única para proteger da transpiração.
Século 4 - A camisia continuava a ser usada por baixo das peças em Constantinopla. Os tecidos das peças superiores eram muito ricos, bordados com ouro, prata e pedras preciosas, e por isso não dava para lavá-los. A camisia era usada por baixo dessas peças nobres para evitar que sujassem.
1516 - O italiano Michelangelo termina a estátua O Escravo Moribundo, que retrata um homem vestido apenas com uma peça de roupa, bem diferente das usadas na época: uma camiseta regata. Apesar da ousadia, a moda não pegou.
Século 19 - As roupas das crianças começam a ficar mais infantis, em vez de serem reproduções das dos adultos em miniatura. A camisia era a única vestimenta até os 5 ou 6 anos. Era usada também para batizar as crianças.
Até início do século 20 - A camiseta, ainda restrita à Europa, é usada como roupa de baixo, para proteger os homens da transpiração e do frio. Para não rasgar as camisas, os trabalhadores braçais usam só a camiseta para trabalhar.
1ª Guerra Mundial - Soldados europeus usam, por baixo dos uniformes, confortáveis camisetas feitas de algodão. Os americanos, morrendo de calor em seus uniformes de lã, adoram a novidade e a levam para os Estados Unidos. O design em formato de T leva a peça a ficar conhecida como T-shirt, em inglês.
2ª Guerra Mundial - A camiseta é peça-chave no uniforme da Marinha e do Exército Americano. Ainda é considerada roupa de baixo, mas o público acostuma-se a ver nas revistas fotos dos soldados com camiseta, sem camisa por cima, ao fazerem trabalhos pesados ou em lugares quentes.
1948 - Candidato à presidência dos Estados Unidos, Thomas E. Dewey faz uma das primeiras camisetas de propaganda da história, com os dizeres “Dew it for Dewey”.
1951 - Marlon Brando aparece de camiseta no filme Um Bonde Chamado Desejo. A peça é o destaque perfeito para os músculos do ator. A partir dessa época, a camiseta sem camisa por cima passa a fazer parte da indumentária das pessoas também na vida civil.
1955 - Na trilha aberta por Brando, James Dean aparece de camiseta em Juventude Transviada. Camiseta vira sinônimo de rebeldia e contestação. As crianças continuam usando a camiseta por baixo da roupa, pois não era considerado adequado ficarem em mangas de camisa.
Anos 60 - Na esteira do movimentos anti-guerra e a favor da liberdade, a camiseta veste as cores psicodélicas dos hippies e passa a trazer mensagens pacifistas, na linha de “Faça Amor, Não Faça Guerra”. Nessa época, as mulheres também passam a usar a peça, que se torna unissex.
Anos 70 - As camisetas são usadas tanto como meio de expressão dos anseios da juventude quanto como suporte para propaganda, carregando símbolos de marcas de refrigerante.
Anos 80 - Na década dos yuppies, jovens ligados ao consumismo e ao individualismo, a moda passa a ser ostentação de dinheiro e poder, e a camiseta começa a trazer bem grande as marcas das grifes.
Anos 90 - A falta de ideologia dos jovens da década aparece nas roupas largas e largadas dos grunges. A camiseta é usada por qualquer segmento da sociedade, sem comprometimento com causas, ideologias ou faixa etária.
Anos 2000 - Não existem regras. A customização é a palavra de ordem. A camiseta continua democrática e servindo a todos os gostos, desde as campanhas políticas à estampa de filmes e grupos musicais preferidos. As grandes marcas começam a investir mais nas linhas infantis, e cada vez mais peças voltadas a esse público são produzidas.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A História da Serigrafia

A História da Serigrafia
Por Alexandre Ferreira
A palavra Serigrafia vem de SERICUM que em latim significa SEDA, e GRAPHIA, que em grego significa GRAVAR, DESENHAR, ESCREVER.
Ao que parece, a serigrafia descende da técnica de impressão por molde vazado, um método que provavelmente surgiu da observação das perfurações que os insetos fazem sobre as folhas de vegetais. Alguns estudos sobre os antigos povos das ilhas Fidji mostram que seus habitantes perfuravam folhas de bananeira e pelas aberturas aplicavam tintas vegetais decorando seus utensílios.
Os egípcios já utilizavam a técnica de molde vazado na decoração de interiores centenas de anos antes de Cristo.
Na verdade, as primeiras telas de que se tem notícia foram produzidas no Japão há muitos séculos, e eram feitas com fios de cabelos humanos trançados e as máscaras que vedavam a passagem da tinta eram feitas com folhas de árvores e papéis.
O historiador romano Quintiliano (120 d.c.) descreve meninos romanos sendo alfabetizados a partir dos modelos de letras feitas em pequenas tábuas de madeira e calcadas com pontos e pó de carvão. Teodorico, o Grande (526 d.c.), Justiniano Primeiro (565 d.c) e o Imperador Carlos Magno (771 d.c.) recorriam a técnica conhecida por "estrisido", na assinatura de seus decretos, copiando com um estilete de marfim o molde de suas respectivas assinaturas moldadas em placas de ouro.
No século XVI já era reconhecido o profissional recortador que eram contratados por reis e guerreiros para estampar seus feitos e os símbolos da Igreja nos estandartes dos que partiam em cruzadas.
No final do século XIX surge na França o POCHOIR (pronuncia-se POCHOAR), que hoje é conhecido como molde vazado e foi aprimorado e patenteado na Inglaterra por Samuel Simon em 1907, já utilizando uma trama de tecido de seda.
Muito difundida pelos Norte Americanos durante a Segunda Guerra Mundial, a serigrafia torna-se conhecida como SILK-SCREEN ou “tela de seda”.
A serigrafia comercial como conhecemos hoje, ou Silk-Screen, é utilizada na impressão de camisetas, adesivos, brindes e papéis, e possibilita uma rápida produção e de custo relativamente baixo.
Atualmente a serigrafia é feita com uma trama de nylon ou poliéster presa a uma moldura de madeira ou alumínio e nesta trama fica gravada a imagem que será impressa. O processo de gravação da matriz pode ser feito de inúmeras maneiras, dentre elas podemos destacar:
  • Matriz Fotográfica: é a mais utilizada. Passa-se uma cola com sensibilizante no nylon e a camada é seca com ar quente. O desenho deverá ser feito em uma transparência (fotolito ou nanquim sobre acetato). Este desenho e colocado sobre o vidro de uma mesa com luz por baixo. Sobre o fotolito, fica a tela. Após um determinado tempo de exposição, a tela é lavada e as partes pretas correspondentes no fotolito se abrem, permitindo assim a posterior impressão do desenho, idêntico ao fotolito. Neste processo podem ser utilizadas fotografias, como nos trabalhos realizados por Andy Warhol, onde o artista combina serigrafia e pintura a pincel.
  • Matriz com Filme de Corte: o filme de corte é uma película de laca nitrocelulose com uma base de acetato. O desenho é cortado no filme com estilete EM NEGATIVO. Cola-se o filme na tela com um thinner especial. É um processo bem próximo ao pochoir, com a vantagem de eliminar as pontes que sustentam a parte interna das letras, além da maior durabilidade da matriz.
  • Matriz de Papel: utiliza-se papel recortado para criar o desenho. O papel cortado é colado à tela com a própria tinta a partir da primeira impressão. Este processo não permite um número muito grande de impressões devido à pouca resistência do papel ao atrito do rodo e da tinta, mas é uma técnica muito usada por artistas que trabalham a serigrafia como uma nova linguagem plástica. Este processo foi muito utilizado pelo mestre da serigrafia brasileira, Dionísio Del Santo.
  • Goma Laca e Crayon: utiliza-se um ou outro diretamente sobre o nylon, vedando as áreas onde não ser deseja imprimir.
A impressão sobre papel é feita geralmente com tinta vinílica ou sintética utilizando-se um rodo de borracha que lembra um pouco o rodo utilizado para puxar água em casa, mas é especial para o uso em serigrafia. Existem tintas específicas para cada tipo de material (substrato).
A serigrafia não é totalmente reconhecida como um processo de gravura pelo fato de a imagem não precisar ser pensada “espelhada”, além da matriz não imprimir por contato pois a tinta atravessa a matriz de impressão.
É necessário trabalhar em local ventilado, mas não requer muitos gastos com equipamentos como prensas. Uma pequena mesa e uma garra feita com dobradiças são suficientes para o serígrafo iniciante.
(Este texto é parte integrante da apostila do curso)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

LIVRO IMPRESSO EM SERIGRAFIA


O post de hoje veio de uma indicação de Raul Motta, amigo meu dos tempos de Uerj.

Vale muito a pena assistir esse vídeo. Um livro artesanal impresso em serigrafia.
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Árvores secretas e sagradas

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/753553-arvores-secretas-e-sagradas.shtml

"A vida secreta das árvores" (lançado no Brasil pela WMF Martins Fontes), indicado na seção "Ilustríssima semana" desta edição, é mais um dos livros feitos quase artesanalmente pela editora independente Tara Books, que há 16 anos publica o que chamam obras de "fina forma e rico conteúdo".

A indiana Tara Books, fundada em 1994 por Gita Wolf com o nome de Tara Publishing, mudou de nome e tornou-se em 2008 um empreendimento coletivo, onde todos os profissionais do projeto tornaram-se também proprietários.

As páginas de "A vida secreta..." são fruto de um workshop realizado em Chennai, no sul da Índia, com três artistas da tradição gonde, que acredita que as árvores são seres sagrados e que vêm à vida durante a noite.

"Nós trabalhamos muito perto dos artistas tribais, e queremos trazer a arte que produzem para o formato de um livro como se fosse em uma exposição, não com uma função documental. Ou seja, fazemos do livro também um objeto de arte", explica a fundadora da editora, Gita Wolf.

Um vídeo, com legendas em inglês, mostra um pouco da produção aqui

http://www.youtube.com/watch?v=om6i3enGZ8c

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VIDA SECRETA DAS ÁRVORES, A

Infantis e juvenis

SHYAM / BAI / URVETI

"Um livro em que o rouxinol canta até o amanhecer." – John Berger

"Um livro fulgurante, misterioso e encantador... em que se mesclam o mítico, o mundano e o poético, numa visão de mundo integral que contrasta de maneira pungente com o fragmentado mundo pós-moderno." – Publisher’s Weekly

"Este é um livro que amplia nossa compreensão do mundo." – Fine Books and Collections

Os gondes, habitantes das florestas da Índia central, acreditam que as árvores são o centro da vida. Durante o dia, elas oferecem sombra, abrigo e alimento. À noite, depois que todos os visitantes diurnos se vão, os espíritos das árvores se revelam. Este livro contém belas reproduções em silk-screen, feitas artesanalmente, de gravuras originais de três dos principais artistas vivos da tradição gonde. Cada figura é acompanhada por um texto que introduz o leitor ao imaginário gonde, em que se integram os aspectos prático, estético e espiritual do mundo natural.

Por: 65,00

ISBN: 9788578272036

Número de páginas: 44

Editora: WMF MARTINS FONTES

Acabamento: Capa Dura

Formato: 34 X 24cm

Peso: 620gr

Edição: 1ª Edição - 2010

Os autores

Bhajju Shyam , autor do livro The London Jungle Book, é um dos artistas mais conhecidos de sua tribo, que se destaca por suas telas esmeradas e profundas. Seu trabalho tem se difundido amplamente, exposto em importantes eventos na Índia e na Europa.

Durga Bai é uma jovem artista que está sempre revendo e ampliando as fronteiras da arte gonde, criando um trabalho que emite uma energia característica. É ilustradora do livro One, Two, Trees, encantador livro de contos infantis já traduzido para o holandês, o francês, o alemão e o japonês.

Ram Singh Urveti é um artista sereno e brilhante, respeitado pelo refinamento de sua técnica e por sua sofisticação. Sua obra cria um universo de fantasia e metamorfose, cheio de formas organicamente detalhadas.